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INATIVIDADE FÍSICA E SUA ASSOCIAÇÃO COM CARACTERÍSTICAS DO AMBIENTE CONSTRUÍDO EM ADULTOS

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Objetivo: Investigar a associação entre a inatividade física e características do ambiente construído em adultos. Métodos: Dados desta pesquisa foram obtidos da linha de base (2009/2010) do estudo de coorte de base populacional “EpiFloripa Adulto”, realizado em 60 setores censitários da área urbana de Florianópolis, incluindo 1.720 adultos (20 a 59 anos). A inatividade física no lazer e para deslocamento foi avaliada por meio do questionário do (VIGITEL) (ativos: ≥150 minutos/semana versus Inativos: <150 minutos/semana). As características do ambiente construído foram obtidas por meio de Sistema de Informações Geográficas (SIG) (ArcGIS 10.0) com dados fornecidos pelo Instituto de Planejamento Urbano de Florianópolis e Censo 2010. Foi realizada Regressão Logística Multinível com interceptos aleatórios. Resultados: Após o ajuste para fatores de confusão no nível individual (sexo, idade, escolaridade, tempo de residência no bairro), a inatividade física no lazer foi maior nas áreas com menor renda (OR: 1,49; IC 95%: 1,02; 2,17), menor proporção de calçadas (OR: 1,44; IC95%: 1,01; 2,05 ) e de áreas verdes (OR: 1,51 IC 95%: 1,06; 2,16) e menor uso misto do solo (OR: 1,50; IC95%: 1,03; 2,17). A menor densidade populacional foi associada a inatividade física para deslocamento (OR: 1,55; IC 95%: 1,02; 2,36). Conclusões: Este estudo confirma achados de países de alta renda mostrando que as pessoas que vivem em bairros com menor nível de renda e densidade populacional, falta de calçadas e áreas verdes e menor diversidade de uso do solo tiveram maior probabilidade de serem inativos fisicamente, especialmente no domínio de lazer.