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EQUIDADE SOCIAL E DE GÊNERO: REFLEXOS NOS CUIDADOS COM CRIADOUROS DO AEDES AEGYPTI

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O estudo se propôs a analisar as práticas e percepções de mulheres acerca dos potenciais criadouros do Aedes aegypti no espaço público e privado sob o enfoque da Ecossaúde – essa abordagem visa articular diferentes campos teóricos para entender as conexões históricas entre a natureza, a sociedade e a saúde. Métodos: Estudo de “tipo” etnográfico, realizado em um bairro periférico do município de Fortaleza no ano de 2014. Participaram do estudo dez mulheres cuja faixa etária estava entre 24 e 65 anos. As técnicas utilizadas na coleta dos dados foram: a observação participante e a entrevista semiestruturada. A análise de conteúdo foi utilizada para interpretação dos dados obtidos. Resultados: As mulheres desse estudo têm diversas atribuições e problemas relevantes em seus cotidianos, tais como: incerteza do alimento à mesa, condições econômicas insuficientes, trabalho informal, afazeres domésticos e, ainda, um contexto envolto por violência e drogas, refletindo grande iniquidade social. Assim, por mais que a dengue seja considerada uma doença perigosa, os cuidados com os criadouros se perdem em meio a essas dificuldades, impedindo-as de serem vigilantes e atuantes nos cuidados com os criadouros. Conclusões Em meio a essas condições, ações realizadas para o controle do Aedes aegypti devem considerar, além de outros, os determinantes sociais que interferem na vida das pessoas, as particularidades de cada domicílio, assim como, o contexto em que este se insere.