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Objetivos: Avaliar, de maneira longitudinal, a influência das dificuldades técnicas da amamentação e sua associação com a duração do aleitamento materno nos primeiros seis meses de vida do bebê. Métodos: Estudo prospectivo e longitudinal realizado em Hospitais Amigos da Criança que oferecem serviços de assistência ao parto pelo Sistema Único de Saúde em Montes Claros, MG. Foram selecionados, de maneira aleatória e avaliados 175 binômios mães-lactentes no puerpério imediato e aos 15, 30, 60, 90 120, 150 e 180 dias após a data do parto. A ficha de avaliação da mamada foi utilizada como instrumento. A análise de associação entre as dificuldades com a mama e o aleitamento materno foi realizada por meio do teste de qui-quadrado, adotando-se um nível de significância de 5%. O projeto deste estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa.Resultados: Ao completarem 180 dias de vida, 61,2% das crianças ainda amamentavam. Os principais fatores indicativos de dificuldades iniciais com a técnica da amamentação foram problemas com a pega inadequada (25,0%), com a resposta do bebê ao contato com a mama (26,1%) e os problemas com a mama (28,3%). A presença de problemas mamários foi um fator limitante para o aleitamento materno exclusivo (p<0,05). Conclusões: Dificuldades com a técnica da mamada, principalmente aquelas relacionadas a problemas com a mama puerperal, são fatores que restringem a duração da amamentação exclusiva. Orientações acerca dos benefícios do aleitamento materno e os danos ocasionados pela sua interrupção, podem ser maneiras para aumentar sua duração.