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Objetivos: verificar o consumo alimentar dos professores da educação básica e fatores associados. Métodos: estudo transversal e analítico, realizado com professores da educação básica da rede estadual de ensino de Montes Claros – MG. A amostra estimada foi de no mínimo 700 professores. Para coleta de dados, utilizou-se um questionário, contemplando variáveis sociodemográficas e a frequência do consumo alimentar. A análise dos dados foi realizada por meio de estatística descritiva e do teste de qui-quadrado, adotando-se nível de significância de 5%. O projeto dessa pesquisa foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Unimontes. Resultados: Participaram do estudo 745 professores. Verificou-se que 353 (47,4%) consomem pelo menos um tipo de verdura diariamente, associando-se estatisticamente com a idade (p=0,009) e renda per capta (p=0,013). O consumo diário de frutas foi relatado por 197 (26,4%) pesquisados e se relacionou significativamente ao sexo (p=0,011), idade (p=0,001) e renda per capta (p=0,005). A ingestão de alimentos doces pelo menos uma vez por semana foi referida por 598 (80,3%) e não se associou às variáveis sociodemográficas. Os alimentos altamente processados foram consumidos por 447 (60%) professores pelo menos uma vez por semana e se relacionou significativamente à idade (p<0,001). Conclusões: O consumo alimentar dos professores apresentou baixa frequência de frutas e verduras, marcadores da alimentação saudável. Parte deles apresentou consumo de alimentos ricos em açúcares, gorduras e sal. As variáveis idade e renda per capta associaram-se tanto ao consumo diário de verduras como de frutas. A idade esteve relacionada ao consumo de alimentos altamente processados.