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CICLISTAS VÍTIMAS DE ACIDENTES DE TRANSPORTE TERRESTRE: O CENÁRIO DE PERNAMBUCO

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Objetivos: Descrever o perfil da morbimortalidade das vítimas de acidentes com bicicleta em Pernambuco. Metodologia: Estudo descritivo, transversal, de dados do Sistema de Informação sobre Mortalidade, de 2006 à 2015, e do Sistema de Informação sobre Acidentes de Transporte Terrestre, em 2016. As informações de mortalidade foram comparadas entre os dois quinquênios e para a morbidade utilizaram-se as notificações de vítimas de acidentes de transporte terrestre (ATT) registradas em 17 Unidades Sentinelas de Informação sobre Acidentes de Transporte Terrestre (Usiatt) do estado. Foram calculadas taxas e proporções. Resultados: No período estudado, as 17 Usiatt registraram 37.254 notificações de vítimas de ATT cujos acidentes ocorreram no estado. Desse total, 2.311 (6,2%) usavam a bicicleta como meio de locomoção no momento do acidente; 30,9% pertenciam à faixa etária de 10-19 anos, e em relação aos tipos de acidente, os classificados como queda e tombamento/capotamento predominaram dentre os demais (70,1%). De 2006-2010 os óbitos concentraram-se na faixa etária de 20-29 anos (25,6%), e de 2011-2015 nas vítimas com 60 anos ou mais (24,7%). A taxa média de mortalidade de 2006 a 2015 foi de 0,7 óbitos por 100.000 habitantes. Conclusão: Os resultados apontam a gravidade dos acidentes que envolvem bicicletas como meio de locomoção, observando-se uma mudança em relação a faixa etária das vítimas fatais. Essas análises contribuem dos resultados devem ser utilizadas para a redefinição de prioridades e o planejamento de ações para a redução dos acidentes e, consequentemente, os custos diretos e indiretos resultantes das mortes e lesões.