VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER POR PARCEIRO ÍNTIMO NO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO

Vol. 3 2024 - 202050
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Resumo

Objetivos: Analisar evolução das taxas e o perfil das notificações de violência contra a mulher perpetrada por parceiros íntimos (VPI) no município do Rio de Janeiro (MRJ), identificando os grupos mais vulneráveis ao longo dos últimos 10 anos. Métodos: O estudo se baseou nos dados de notificações de violência contra o sexo feminino registrados no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN) no MRJ de 2014 a 2023. A análise incluiu vítimas a partir dos 10 anos de idade, em que o provável autor da agressão foi identificado como cônjuge, ex-cônjuge, namorado ou ex-namorado. As análises também consideraram as variáveis de raça/cor (negra x não negra); e área de residência (10 Áreas de Planejamento - AP). Resultados: No período, houve um aumento de 441% na taxa de notificação de VPI. Três áreas do município concentram 50% das notificações: 5.3-Santa Cruz (16%), 5.2-Campo Grande (15%) e 3.3-Madureira (15%). As regiões com a menor proporção de notificações foram a 2.2-Tijuca (2%), 1.0-Centro (4%), 2.1-Zona Sul (5%) e 3.2-Méier (5%). Entre 2014 e 2023, mulheres negras representavam 62% do total de notificações com aumento de 11% nessa proporção ao longo do período. A taxa de notificação foi duas vezes maior entre mulheres negras, chegando a ser três vezes maior nos anos de 2019 e 2021. Conclusões: A disparidade entre as taxas de notificação de mulheres negras e não negras e os dados sobre local de residência apontam para a maior vulnerabilidade das mulheres negras periféricas.

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Eixo Temático
  • Epidemiologia dos acidentes e violências