TIPO DE PARTO E RESISTÊNCIA À INSULINA NA ADOLESCÊNCIA

Vol. 3 2024 - 201900
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Resumo

Objetivo: Verificar a relação entre o tipo de parto do recém-nascido e a presença de resistência à insulina nesse indivíduo, quando avaliado na adolescência. Métodos: Trata-se de um estudo longitudinal, com dados do nascimento e da adolescência, aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa com Seres Humanos da Universidade Federal de Viçosa (6.104.415). Avaliou-se 831 adolescentes. Mediu-se a insulina e utilizou-se o índice HOMA-IR para avaliar a resistência à insulina, aplicando pontos de corte de 1,65 e 1,95, para mulheres e homens, respectivamente. As informações sobre a via de parto na qual esses adolescentes nasceram foram obtidas nos registros da maternidade local, usando nome, sobrenome e endereço da mãe, e a data de nascimento da criança. O teste de Kolmogorov-Smirnov mostrou não normalidade das variáveis. O teste de Mann-Whitney avaliou a relação entre o tipo de parto (vaginal e cesárea), a insulina e a resistência à insulina na adolescência. Utilizou-se o software SPSS (20.0), considerando significância estatística de 5%. Resultados: A mediana da idade foi 16 anos (10-19), 65% (n=540) eram do sexo feminino, 65,1% (n=544) nasceram de cesariana e 9,6% (n=80) eram resistentes à insulina. Adolescentes nascidos de cesariana, em comparação aos nascidos de parto vaginal, apresentaram níveis medianos mais altos (p=0,005) de insulina (7,65 mIU/mL; 1,0-45,7 X 6,9 mIU/mL; 1,0-24,8) e HOMA-IR (1,62; 0,21-11,4 X 1,42; 0,19-5,69) na adolescência. Conclusão: O nascimento por cesariana está associado a níveis elevados de insulina e ao desenvolvimento de resistência à insulina na adolescência, podendo aumentar o risco de doenças cardiometabólicas.

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Eixo Temático
  • Epidemiologia do curso de vida