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Objetivos: Analisar a série espaço-temporal dos casos de toxoplasmose congênita no Brasil entre os anos de 2019 a 2022. Método: Este é um estudo epidemiológico observacional descritivo, utilizando dados secundários obtidos no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN) e Sistema de informação de nascidos vivos (SINASC), disponibilizado pelo Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (DATASUS). Foram coletadas todas as notificações de casos de toxoplasmose congênita no Brasil entre 2019 e 2022. As variáveis selecionadas foram os casos confirmados por região, sexo e raça. Resultados: Foram registrados no Brasil um total de 22.651 casos de toxoplasmose congênita no período analisado. Em número absolutos, a região Sudeste e a região Nordeste apresentaram o maior número de casos notificados, 8.123 (35%) e 5.965 (26%), respectivamente. Em 2022, as maiores taxas de prevalência foram no sexo masculino com 178,26 casos/100.000 nascidos-vivos e a raça parda com 174,91 casos/100 mil nascidos-vivos. Conclusões: Com base no presente estudo, o elevado número de casos confirmados nos anos destacados, mesmo com áreas ainda apresentando subnotificações, torna essencial a análise e descrição dos aspectos epidemiológicos da toxoplasmose congênita. Isso é crucial para subsidiar políticas públicas de prevenção e controle à patologia.
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