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Resumo

A hanseníase é um problema de saúde pública no Brasil. A qualidade e a efetividade das ações de enfrentamento à doença devem ser avaliadas constantemente. Foram analisados indicadores de qualidade dos serviços e a efetividade das ações de saúde do programa da hanseníase. MÉTODOS: Estudo ecológico envolvendo todos os casos novos de hanseníase com grau 2 de incapacidade física (GIF2) no diagnóstico entre 2001-2022, nas macrorregiões e estados brasileiros. Os dados foram extraídos do Sistema Nacional de Agravos de Notificação. Foram calculados dois indicadores epidemiológicos: 1) Proporção de casos novos de hanseníase com grau de incapacidade física avaliado no diagnóstico; 2) Proporção de casos de hanseníase com GIF2 no diagnóstico entre os casos novos detectados e avaliados no ano. Foi empregado modelo de regressão por pontos de inflexão. A qualidade dos serviços de hanseníase no diagnostico, mostrou Brasil (86,55%) e as regiões Centro-Oeste (87,70%), Sudeste (91,70%) e Sul (91,80%) mantiveram-se qualidade regular e tendência estacionária. A região Norte apresentou qualidade boa e tendência estacionária (91,95%). O Nordeste apresentou qualidade regular com tendência de queda (84,75; AAPC: -0,3). Na efetividade das atividades de detecção oportuna de hanseníase, o Brasil (AAPC: 2,9) e as regiões Norte (AAPC: 4,2), Nordeste (AAPC: 2,8), Centro-Oeste (AAPC: 3,9), Sudeste (AAPC: 3,3) e Sul (AAPC: 1,9) apresentaram tendência de crescimento. Quanto à proporção de GIF2 no diagnóstico, houve tendência crescente em 22 dos 27 estados. Os indicadores epidemiológicos sinalizaram a necessidade de implementação de medidas para melhorar a qualidade e efetividade dos serviços de hanseníase no Brasil.

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Eixo Temático
  • Epidemiologia das doenças transmissíveis