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Objetivo: Identificar o perfil epidemiológico da síndrome de burnout notificados no Brasil no período de 2014 a 2023. Método: Estudo transversal quantitativo com dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN). Foram analisadas variáveis sociodemográficas e ocupacionais. Estatísticas descritivas foram aplicadas para identificar padrões e associações significativas. Resultado: Foram registradas 1032 notificações, com 74,7% registradas nos anos 2023 (38,1%), 2022(22%) e 2021(14,6%). Os estados representantes das notificações foram São Paulo (34%), Minas Gerais (15,2%) e Bahia (9,2%). Mulheres (71,3%), brancos (55,14%) e pessoas com idade entre 40 e 59 anos (50,1%) foram as mais afetadas. A maioria das notificações de burnout foi em profissionais com ensino superior completo (49,7%). Categorias profissionais com maior registro: bancários (18,8%) , equipe de Enfermagem (10,5%) e auxiliar administrativo (5,6%). O hábito mais comum foi a utilização de psicofármacos (50%). A condução dos casos em sua maioria foi o afastamento da situação de desgaste (54%), porém sem adotar mudanças na organização de trabalho (74,4%). Os trabalhadores evoluíram, em sua maioria, com incapacidade temporária (66,4%). Conclusão: Este estudo sublinha a necessidade urgente de estratégias de prevenção e gestão do burnout que vão além do tratamento individual. É fundamental que as organizações revisem e melhorem suas práticas de trabalho, promovendo ambientes mais saudáveis. Intervenções voltadas para a redução da carga de trabalho, melhoria das condições laborais e apoio psicológico devem ser priorizadas para mitigar os efeitos negativos do burnout.
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