HESITAÇÃO VACINAL EM CRIANÇAS BRASILEIRAS

Vol. 3 2024 - 202668
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Resumo

Avaliar a hesitação vacinal dos responsáveis pelas crianças brasileiras até 24 meses de idade . Para identificar esta hesitação e suas razões para a não vacinação em crianças, foi realizado um inquérito domiciliar de amostras de crianças nascidas em 2017 e 2018 e residentes nas áreas urbanas de todas as 27 capitais do pais, estratificadas por nível socioeconômico dos setores censitários. O tamanho da amostra foi 31028. Os dados foram registrados de forma digital com questões sobre a decisão de não vacinar e quais as razões para isso, importância das vacinas na saúde da criança, medo de reações adversas, a necessidade de vacinar contra as “doenças eliminadas”, e dificuldade de acessar serviços de vacinação. A cobertura vacinal em menores de 1 ano de vida foi menor em crianças cujos pais disseram que tinham medo de reações mais graves, quem decidiu não dar uma ou mais vacinas e quem teve dificuldades para levar sua criança a um local de vacinação. Medo de reações vacinais graves foi maior em mães com menos de 35 anos, com nível de escolaridade baixa e quando a criança era o terceiro filho ou mais . Pais ou responsáveis em famílias com maior nível de consumo familiar relataram maior necessidade de manter a vacinação contra doenças controladas, e aqueles com menor nível de consumo familiar tiveram a maior proporção de crianças trazidas ao local de vacinação que não foram vacinados por questões operacionais. A hesitação vacinal está associada com o decréscimo da cobertura vacinal em crianças.

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Eixo Temático
  • Vacinação