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Objetivo: A dengue, uma arbovirose de crescente incidência e severidade, exige ferramentas eficazes para diagnóstico, prognóstico e manejo clínico. Este estudo investigou os mecanismos da dengue, seus impactos hematológicos e o potencial de biomarcadores para o diagnóstico precoce. Métodos: 382 pacientes suspeitos de dengue (256 casos positivos e 126 controles) foram avaliados entre 2018 e 2022. Parâmetros hematológicos, incluindo séries eritrocitárias e leucocitárias, relações entre parâmetros (NP, PLR, NLR, LM e NPLR) e VPM, além da proteína C reativa (PCR), foram analisados. Resultados: O grupo dengue positivo apresentou discreto aumento de leucócitos, diminuição de linfócitos e aumento de monócitos, sugerindo resposta inflamatória. Observou-se leve redução de plaquetas e níveis elevados de PCR no grupo dengue positivo. As relações NP e PLR demonstraram bom desempenho no diagnóstico da dengue, especialmente quando combinadas com a PCR (AUC > 0,70 para NS1, IgG e IgM). Conclusão: A avaliação de parâmetros hematológicos, particularmente as relações NP e PLR, em conjunto com a PCR, configura-se como um instrumento promissor para o diagnóstico eficiente da dengue, especialmente nos estágios iniciais da doença. A integração desses biomarcadores na prática clínica pode contribuir para a gestão eficaz da dengue e aprimorar a qualidade da assistência aos pacientes.
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