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Objetivo: Avaliar a evolução da satisfação da mulher com o parto ao longo de dois anos pós-parto. Métodos: Coorte prospectiva, com 287 mulheres selecionadas aleatoriamente em duas maternidades, uma pública e outra privada, em Porto Alegre/RS em 2016. Trinta dias após o parto, foi aplicado questionário estruturado nos domicílios das participantes. A satisfação com o parto foi aferida com a pergunta “Como você avalia sua satisfação geral em relação ao atendimento ao seu parto?”, com respostas em escala Likert, de “muito satisfeita” a “muito insatisfeita”. A mesma pergunta foi reaplicada, por telefone, após 24 meses. A variável violência obstétrica foi aferida com a pergunta “em algum momento do atendimento ao parto, do pré ao pós-parto, você se sentiu desrespeitada, maltratada ou humilhada?”. Para as análises, foram utilizados modelos de regressão logística para dados correlacionados (GEE), estimando-se as razões de chance (RC). Resultados: A análise ajustada demonstrou que a satisfação com o parto mudou ao longo do tempo (RC 2,69; IC95% 1,63-4,42), apontando para a percepção de uma experiência mais positiva após dois anos. Dentre as variáveis testadas (nível socioeconômico, raça/cor, escolaridade, situação conjugal, tipo de parto, paridade, local do parto e violência obstétrica), a resposta negativa a “ter sofrido maus-tratos, desrespeito ou humilhação durante o parto” mostrou-se associada à mudança da percepção de satisfação com o parto ao longo do tempo (RC 2,87; IC 95% 1,56 – 5,29). Conclusão: Mulheres que não sofreram violência obstétrica têm mais chance de melhorarem a sua percepção de satisfação com o parto após dois anos.
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