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Resumo

OBJETIVO Investigar a relação entre o consumo paterno de alimentos ultraprocessados (AUP) e as medidas antropométricas e adiposidade neonatal. MÉTODOS Estudo integrante de um ensaio clínico aleatorizado controlado conduzido entre 350 gestantes adultas com sobrepeso em atendimento pré-natal em Unidades de Saúde no município de Ribeirão Preto, SP, Brasil. Após inclusão das gestantes, seus parceiros foram convidados a participar deste estudo. Dados paternos foram obtidos por meio de um questionário estruturado. O consumo alimentar paterno foi avaliado por meio de dois inquéritos recordatórios de 24 horas obtidos em dias não consecutivos. O software Nutrition Data System for Research foi utilizado para calcular o valor energético dos alimentos. A contribuição energética (%E) de AUP foi calculada segundo a NOVA e a ingestão usual estimada pelo Multiple Source Method. As medidas antropométricas do neonato foram obtidas por protocolos padronizados e a adiposidade neonatal estimada por modelo antropométrico preditivo. Modelos de regressão linear multivariada ajustados foram empregados para investigar o efeito %E AUP na dieta paterna nas medidas antropométricas e a adiposidade dos recém-nascidos. RESULTADOS No total, 85 pares de pais e recém-nascidos foram incluídos. A média da ingestão energética total da dieta paterna foi de 2589 (±285) kcal e a contribuição média do %E de AUP foi de 31% (±14). Foi observado uma associação direta entre o %E de AUP e a dobra cutânea supra ilíaca (mm), independente de fatores de confusão. CONCLUSÃO O %E de AUP da dieta paterna foi diretamente associado com um marcador de risco de obesidade infantil.

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Eixo Temático
  • Epidemiologia nutricional