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Objetivo: Investigar a distribuição espacial de casos suspeitos e confirmados, internações e óbitos por COVID-19 e sua associação com a vulnerabilidade social na área urbana de Juiz de Fora - MG. Métodos: Trata-se de estudo ecológico, com as 81 Regiões Urbanas (RU) de Juiz de Fora como unidades de análise. Os desfechos foram os casos suspeitos e confirmados, internações e óbitos por COVID-19 ocorridos de março a novembro de 2020. A exposição foi o Índice de Vulnerabilidade da Saúde (IVS), um indicador sintético que combina variáveis socioeconômicas e ambientais oriundas do Censo Demográfico 2010. Foram estimados modelos de regressão para dados de contagem com superdispersão (modelo linear generalizado binomial negativo), com estimação por métodos bayesianos, tendo como desfecho as frequências observadas, como variável offset as frequências esperadas e variável explicativa o IVS. Nos modelos foram incluídos efeitos aleatórios não estruturado (permite captar o efeito de fatores não mensurados) e estruturado espacial (permite captar a correlação espacial entre as observações). Resultados: Ocorreram 30.071 casos suspeitos, 8.063 casos confirmados, 1.186 internações e 376 óbitos por COVID-19 no período. Comparadas às RU de baixa vulnerabilidade, as de alta vulnerabilidade tiveram menor risco de casos confirmados (RR=0,61; IC95% 0,49-0,77) e maior risco de internações (RR=1,31; IC95% 1,07-1,61) e óbitos (RR=1,48; IC95% 1,05-2,09). Conclusões: O menor risco de casos confirmados nas RU mais vulneráveis provavelmente refletiu menor acesso a exames confirmatórios, enquanto o maior risco de internações e óbitos deve ter se relacionado a uma maior gravidade da epidemia nas regiões mais pobres do município.
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