VIOLÊNCIA POR PARCEIRO ÍNTIMO NA COORTE DE NASCIMENTOS DE PELOTAS DE 2015

Vol 2, 2021 - 141673
Pôster Eletrônico - PE31 - Epidemiologia dos acidentes, violências e lesões físicas - Violências interpessoais, comunitárias e familiares (TODOS OS DIAS)
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Resumo

Objetivo: Descrever ocorrência de diferentes tipos de Violência por Parceiro Íntimo (VPI) de acordo com variáveis sociodemográficas. Métodos: Estudo transversal com dados da Coorte de Nascimentos de Pelotas de 2015. Desfechos foram: ocorrência de VPI emocional, física e/ou sexual, avaliadas quando as crianças do estudo tinham 48 meses, através do instrumento “Multi-country Study on Women’s Health and Violence Against Woman” da Organização Mundial da Saúde. As exposições foram: violência do bairro, renda familiar, escolaridade e idade materna, sendo a primeira avaliada aos 48 meses e as demais no acompanhamento perinatal. Calculou-se a prevalência dos desfechos de acordo com as exposições, com intervalos de confiança de 95% e p-valores através do teste Chi-Quadrado. Estudo teve aprovação em Comitê de Ética da UFPel. Participantes assinaram termo de consentimento livre e esclarecido. Resultados: 23% das mães sofreram pelo menos um tipo de VPI, sendo a emocional a mais comum (22%). Encontraram-se maiores frequência de quaisquer tipos de VPI, física e/ou sexual e emocional em mulheres que habitavam bairro com maior escore de violência, menor renda familiar e menor escolaridade materna. Mães com menor idade sofreram mais VPI física e/ou sexual, o que não foi observado com a VPI emocional e quaisquer tipos de VPI. Conclusões: Mulheres em maior risco de sofrer VPI de qualquer tipo são residentes de bairros mais violentos, com menor renda familiar e menor escolaridade. Somente a violência física e/ou sexual mostrou associação com idade materna, sendo que maior prevalência foi observada em mães mais jovens (menos que 20 anos).

Eixo Temático
  • Epidemiologia dos acidentes, violências e lesões físicas