VIOLÊNCIA AUTOPROVOCADA EM LGBT NO ESTADO DO PARANÁ

Vol 2, 2021 - 141572
Pôster Eletrônico - PE29 - Epidemiologia dos acidentes, violências e lesões físicas - Violência autoinflingida (TODOS OS DIAS)
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Resumo

Objetivo: Este estudo teve como objetivo, caracterizar o perfil da violência autoprovocada em pessoas lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais (LGBT), no Paraná, de 2015 a 2017. Metódos: Trata-se de um estudo epidemiológico descritivo, e ecológico das notificações de violência autoprovocada em LGBT do estado do Paraná, registradas no Sistema de Informação de Agravos de notificação (SINAN) de 2015 à 2017. Resultados: De acordo com os dados do SINAN de 2015 a 2017 foram notificados 537 casos de violência autoprovocada na população LGBT, no estado do Paraná, predominantemente em homossexuais gays com 181 notificações (33,7%). Dentre estes a maioria se declarou como cor branca 400 (74,5%) e escolaridade predominante foi ensino médio incompleto 106 (19,7%). Entre os achados, 79 (55,3%) apresentavam algum tipo de transtorno mental. Em relação aos meios de agressão, 359 (64,6%) dos casos, foi por envenenamento ou intoxicação, sendo o maior também em todos os grupos de identidade de gênero e orientação sexual. Dos casos de violência autoprovocada, 230 (42,8%) sofreram recorrência. A segunda Regional de Saúde - Metropolitana, apresentou maior número de casos 179 (33,3%), bem como o município de Curitiba que apresentou 75 (14%) das notificações de violência autoprovocada no Estado do Paraná. Conclusão: Apesar de haver algumas limitações na qualidade dos dados de orientação sexual e identidade de gênero, estes são campos essenciais para que se possa ativar análises de como ocorre a violência autoprovocada na população LGBT, a fim de fomentar as políticas públicas de prevenção ao suicídio e automutilação.

Eixo Temático
  • Epidemiologia dos acidentes, violências e lesões físicas