VIGILÂNCIA POPULAR EM SAÚDE E AMBIENTE COMO ESTRATÉGIA PARA CONTER DANOS DE DESASTRES

Vol 2, 2021 - 142729
Pôster Eletrônico - PE51 - Vigilância epidemiológica e vigilância em saúde (TODOS OS DIAS)
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Resumo

Objetivo: Apreender a percepção das marisqueiras, acerca dos impactos do derramamento de petróleo na costa brasileira em 2019 como estratégia de desenvolvimento da vigilância popular da saúde. Métodos: Tratou-se de uma pesquisa com abordagem qualitativa, no qual se utilizou o grupo focal (GF) como técnica para coleta de dados e ao software IRAMUTEQ para processamento e análise do material. O GF ocorreu, em novembro de 2019, com nove marisqueiras do estuário do Rio Jaguaribe, Ceará. Resultados: Percebeu-se que as marisqueiras são vigilantes populares centrais nas práticas sanitárias e na melhoria das condições de vida dos territórios pesqueiros, pois atuam no levantamento de dados, na fiscalização e na mitigação causados por desastres ambientais devido ao conhecimento que possuem de seus territórios. Contudo, há situações que seu conhecimento não é reconhecido: “A gente sabe o que tá acontecendo [...] a gente grita, mas o nosso grito eles estão abafando [...] isso é gravíssimo porque nossa voz é a gente que sabe, o nosso problema, a nossa situação.” Conclusões: Compreendeu-se que a participação das marisqueiras nos ambientes de discussões é fundamental para conter os danos da emergência e para traçar estratégias e práticas de vigilância mais participativas, em diálogo com as comunidades numa relação sociedade/natureza. Assim, é necessário discutir e implantar métodos de vigilância que considere o conhecimento popular, pois as comunidades tradicionais tem uma visão complementar em relação ao SUS sobre a dinâmica do território que é imprescindível para a implantação de políticas públicas em defesa da vida.

Eixo Temático
  • Vigilância epidemiológica e vigilância em saúde