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Objetivos: Descrever a vigilância da tuberculose zoonótica (TBz) em diferentes países, segundo o nível de renda e a presença de risco potencial de transmissão do Mycobaterium bovis (Mb). Métodos: seguindo as diretrizes PRISMA, foram selecionados artigos científicos e manuais de vigilância em inglês, francês, português, espanhol e italiano publicados de 1980 a 2019, utilizando como termos de pesquisa: "Mycobacterium bovis", "vigilância", "controle" e "epidemiologia" nas principais bases de bibliográficas e nas páginas oficiais dos Ministérios da Saúde de 194 países. Resultados: foram selecionados 13 artigos e 208 manuais, relativos a 119/194 países (61,3%). Os países foram divididos em quatro grupos: i) com vigilância da tuberculose (TB) com atividades específicas para TBz, com total de 12/119 países (10,1%), 11 deles de alta renda; ii) com vigilância da TB sem componente para TBz, mas com informações relevantes disponíveis, abrangendo 29/119 (24,4%) países, dos quais 55,2% são de média alta a alta renda; iii) com vigilância da TB, mas nenhuma informação disponível da TBz, perfazendo 41/119 (34,5%) países, dos quais 68,3% são de média baixa a baixa renda; iv) não há artigos científicos ou documentos técnicos com informações sobre a vigilância da TB ou da TBz, totalizaramm 37/119 (31,0%) países, dos quais 75% são de baixa renda. Conclusão: poucos países dispõem de vigilância com componente específico para TBz, o que impede uma estimativa consistente da carga de TBz em todo o mundo. Paradoxalmente, os sistemas mais completos são implementados em países de alta renda, onde a carga de doenças é baixa.
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