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Resumo

Objetivos: Medir a prevalência do uso de preservativo e de contraceptivo de emergência entre mulheres em idade fértil e a associação com o trabalho feminino. Métodos: Estudo transversal de base populacional de mulheres em idade fértil, Ceará, 2017. No total, 3200 domicílios foram selecionados aleatoriamente. Questões sobre uso de preservativo e conhecimento e uso de contraceptivo de emergência, além do perfil de trabalho feminino (mulher trabalha fora de casa ou em casa - MT / mulher não trabalha - MNT) foram avaliados através de pergunta direta às mulheres. Realizamos análises descritivas (prevalências) ajustadas para o efeito amostral de conglomerados e regressões logísticas multivariadas minimamente ajustadas para avaliação dos fatores determinantes (OR). Resultados: 70% das mulheres em idade fértil não usaram a camisinha masculina na última relação sexual. 14,6% das mulheres em idade fértil desconhecem a pílula do dia seguinte. Mulheres que não trabalham tiveram 23% (OR 1,23; IC95% 1,01-1,49; p=0,034) mais chances de terem usado camisinha masculina no último intercurso sexual em relação às mulheres que trabalham. Por outro lado, mulheres que trabalham tem 35% (OR 1,35; IC95% 1,06-1,72; p=0,009) mais chances de conheceram a pílula do dia seguinte do que as mulheres que não trabalham. Conclusões: A prevalência de mulheres que não usaram preservativo na última relação sexual foi muito elevada, o que pode aumentar o risco para infecções sexualmente transmissíveis. Além disso, as mulheres que trabalham tem mais conhecimento sobre contraceptivo de emergência e usaram menos preservativo, possivelmente visando apenas o planejamento familiar.

Eixo Temático
  • Saúde do trabalhador