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Objetivo: Analisar o efeito do uso de capacete na gravidade de lesões entre motociclistas acidentados. Métodos: Estudo transversal sobre condutores e passageiros de motocicletas envolvidos em acidentes de trânsito atendidos em serviços de urgência e emergência participantes do Inquérito de Vigilância de Violências e Acidentes (Viva Inquérito 2017). Foram realizadas análises descritivas da amostra, segundo tipo de ocupante (condutor/passageiro). Traumatismo crânioencefálico (TCE) e evolução do caso para encaminhamento, internação ou morte foram considerados proxys de gravidade da lesão. Análises do efeito do uso de capacete na gravidade das lesões foram realizadas por meio de regressão de Poisson, com variância robusta, ajustadas por idade da vítima e uso de álcool pelo condutor. Resultados: A amostra foi composta, majoritariamente, por indivíduos de 18 a 29 anos de idade (46,6%), negros (75,2%) e com ensino médio (50,6%). Houve suspeita de uso de álcool em 14,1% dos acidentes. A prevalência média de uso do capacete entre os atendidos foi de 81,8% (IC 95%: 79,8%; 83,6%), variando de 97,6% (IC 95%: 95,5%; 98,6%), em Cuiabá, a 53,8% (IC 95%: 45,4%; 62,0%), em Belém. O uso de capacete esteve associado a uma redução na ocorrência de TCE (RP: 0,24; IC 95%: 0,18; 0,32) e de encaminhamentos, internações e mortes (RP: 0,72; IC 95%: 0,72; 0,83). Conclusão: Houve uma grande variação na prevalência de uso de capacete nas capitais pesquisadas. O uso de capacete se mostrou associado a uma redução da gravidade das lesões, em termos de ocorrência de TCE e evolução para internação, hospitalização ou morte.
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