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Objetivo: analisar a tendência dos indicadores epidemiológicos da hanseníase nos clusters de risco do Brasil. Métodos: Trata-se de um estudo ecológico, de séries temporais do período de 2001 a 2015. Foram consideradas unidades territoriais de análise os 26 clusters de risco de hanseníase anteriormente descritos. Os dados foram extraídos do Sistema de Informação de Agravos de Notificação. Para compor a série histórica foram calculadas a taxa de detecção anual de casos novos de hanseníase na população total, taxa de casos novos de hanseníase com grau 2 de incapacidade física no momento do diagnóstico e a taxa de detecção anual de casos novos de hanseníase, na população de zero a 14 anos. O modelo de regressão simples foi utilizado para avaliar a tendência dos indicadores em estudo por meio do software R (versão 3.5.1). Resultados: Do total de clusters avaliados, a maioria (69,23%, n=18) apresentou tendência decrescente para a taxa de detecção na população total, ainda que em patamares elevados. Entre a taxa de detecção na população de zero a 14 anos e a taxa de grau 2 de incapacidade física no momento do diagnóstico, predominaram-se as tendências constantes, com 61,54% (n=16) e 73,08% (n=19), respectivamente. Conclusões: A queda da detecção de hanseníase na população total poderia apontar a efetividade da política de controle da doença. Isso porque a tendência decrescente não foi acompanhada pelos demais indicadores. Assim, os resultados encontrados sinalizam a existência de focos ativos de transmissão/infecção recente e de alta magnitude nos clusters de risco do país.
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