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Objetivo: Descrever as taxas de cesariana e cesariana recorrente do Brasil, segundo regiões, idade gestacional (IG) ao nascer e tipo de hospital. Métodos: Estudo descritivo utilizando dados do Sistema de Informação sobre Nascidos Vivos e do Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde de 2017. Foram calculadas taxas de cesariana geral e recorrente e analisadas segundo região de residência, IG e tipo de hospital. Após, foram realizadas correlações de Spearman entre as taxas de cesariana e cesariana recorrente por subgrupos de IG e analisadas segundo o tipo de hospital. Resultados: As taxas de cesariana geral e recorrente foram 55,1% e 85,3% por todos os nascidos vivos, respectivamente. Aproximadamente 60,0% dos termos precoce ocorreram via cesariana, seguido dos prematuros tardios (54,0%). Hospitais privados de todas as regiões concentraram as maiores taxas de cesariana, sobretudo os do Centro-oeste com mais de 80,0% em quase todas as IG. A taxa geral de cesariana foi altamente correlacionada com quase todas as taxas de cesariana dos subgrupos de IG (r > 0,8, p < 0,05), exceto em ≤33 semanas. Altas correlações também foram observadas entre as taxas de cesarianas dos subgrupos de 34-36 e 37-38 semanas, tanto em hospitais públicos/mistos quanto em hospitais privados. Conclusão: A decisão pela cesariana parece não ser pautada em fatores clínicos, o que reflete na antecipação da IG. Portanto, mudanças no modelo de atenção ao parto, fortalecimento de políticas públicas e maior incentivo do parto vaginal após cesárea em gestações subsequentes são estratégias importantes para a redução das cesarianas no Brasil.
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