SOROPREVALÊNCIA DE CHIKUNGUNYA EM FEIRA DE SANTANA

Vol 2, 2021 - 139852
Comunicação Oral Coordenada - COC 75 - CHIKUNGUNYA: ENFRENTAMENTO DE UMA DOENÇA EMERGENTE
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Resumo

Objetivo: Estimar a soroprevalência de chikungunya em uma grande área urbana e investigar a associação entre circulação viral e condições de vida. Métodos: Foi realizado um estudo transversal de base populacional em 30 Áreas Sentinela (AS) de Feira de Santana, BA, classificadas de acordo com o Índice de Condições de Vida. Todos os domicílios das AS foram visitados. Os residentes foram entrevistados em 2016 e em 2017 foi realizado o inquérito sorológico em amostra representativa. Resultados: Foram entrevistados 16.620 residentes e, destes, 1.981 participaram do inquérito sorológico. A soroprevalência geral do CHIKV foi de 22,1% (IC95% 16.7-28.6), variando de 2,0% a 70,5% entre as AS, o que demonstrou grande heterogeneidade espacial. O valor médio de soroprevalência nas AS de alta condição de vida (CV) foi de 9,9% (3,2 a 16,7%), 18,9% (5,4 a 47,7%) em CV intermediária, 14,1% (2,0 a 70,5%) em CV baixa e 12,9% (8,0 a 55,4%) em CV muito baixa. Houve associação positiva entre a soroprevalência de CHIKV e a densidade populacional (r = 0,24; p = 0,02) e negativa, não significante, entre a soroprevalência e o Índice de Infestação Predial (r =-0.18; p= 0.34). Conclusão: A soroprevalência em Feira de Santana foi menor do que o esperado, sugerindo baixa imunidade de rebanho, que aliada à presença do vetor, favorece a manutenção da transmissão do CHIKV, seja na forma endêmica ou na forma de nova epidemia.

Eixo Temático
  • Epidemiologia das doenças transmissíveis