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Objetivos: Analisar características epidemiológicas e tendência temporal da sífilis congênita (SC) em São Gonçalo (RJ) /2007-2017 Métodos: Estudo descritivo e de série temporal. Fonte: SINAN E SINASC. Período: 2007 a 2017. Estimou-se a taxa de incidência de SC, considerando cor/raça, escolaridade, idade da mãe e realização do pré-natal. Para analisar a tendência temporal, utilizou-se o programa Joinpoint regression. Resultados: No período foram registrados 1955 casos. Houve elevação progressiva da taxa de incidência da SC, alcançando, em 2017, 40,3/mil nascidos vivos (NV), mais de 80 vezes a meta proposta pela OMS (≤0,5/mil NV). Analisando as características maternas, no período inteiro, destacam-se as incidências nos nascimentos de mães de cor preta (23,45/mil NV) e parda (19,98/mil NV), comparadas às de cor branca (3,37/mil NV); daquelas com 0 a 3 anos de estudo (17,6/mil NV) e com 4 a 7 anos de estudo (22,96/mil NV), em contraste com as de maior escolaridade (4,65/mil NV). Para faixa etária, quanto mais novas, maiores as incidências, sendo de 26,56/mil NV entre as adolescentes. Em relação ao pré-natal, a taxa nas que não realizaram (140,6/mil NV) é 11 vezes maior do que a do grupo que realizou (12,6/mil NV). Usando a regressão do Joinpoint, observou-se incidência de sífilis congênita crescente, com aumento percentual anual de 38% de 2009 a 2017 (IC 29,9-46,6). Conclusões: Identificam-se desigualdades associadas à incidência da SC. Reforça-se a necessidade de fortalecimento do acesso ao serviço de saúde e formulação de estratégias para estes subgrupos mais vulneráveis.
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