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Objetivo: Avaliar a associação entre a presença de multimorbidade (MM) e o uso de medicamentos para dormir (MD) em mulheres adultas e idosas. Métodos: Foi conduzido um estudo transversal de base populacional com 1.128 mulheres (20-69 anos), residentes em São Leopoldo, sul do Brasil. Os MD relatados foram identificados através da classificação anatômica terapêutica e química de medicamentos. As variáveis explanatórias incluíram características sociodemográficas, comportamentais e de saúde. A exposição principal MM foi operacionalizada segundo pontos de corte ≥2 e ≥3 condições crônicas de saúde. Razões de prevalência (RP) bruta e ajustada foram estimadas por regressão de Poisson com variância robusta utilizando distintos modelos de ajuste. Variáveis com p-valor≤0,20 na análise bivariada foram consideradas potenciais fatores de confusão. Resultados: A prevalência do uso de MD foi de 14,3% (IC95%12,2-16,3). Após ajuste nos modelos multivariados, foi observado um aumento de 78% e 90% de uso de MD na presença de MM ≥2 e MM ≥3 condições crônicas, respectivamente (MM ≥2: 1,78 (IC95% 1,23–2,56); MM ≥3: 1,90 (IC95% 1,36–2,68)), mesmo após ajuste para transtornos mentais comuns. As probabilidades aproximadamente duas vezes maiores de uso de MD revelaram um efeito independente da presença de MM nessa prática farmacoterapica, não obstante do ponto de corte operacionalizado para exposição principal. Conclusão: A presença de MM não configura a prescrição de MD, contudo aspectos específicos de algumas condições crônicas podem interferir na qualidade do sono, aumentando o uso de MD nas mulheres, já em idades precoces, perpetuando o uso ao longo da vida.
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