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Objetivos: verificar a frequência de uso de benzodiazepínicos (BZD) por mulheres privadas de liberdade em duas Penitenciárias Femininas da região de Porto Alegre e a associação com sintomas relatados de ansiedade, depressão e transtorno de estresse pós traumático. Métodos: Recorte do projeto de pesquisa “Mulheres privadas de liberdade: Contexto de violências e necessidades decorrentes do uso de drogas”, Projeto aprovado pelo CEP no 2.832.322. Incluídas pessoas do sexo feminino; maiores de 18 anos; cumprindo pena há pelo menos 1 ano, em regime fechado; atendida na Unidade Básica de Saúde Prisional e que assinaram o Termo de Consentimento Livre e Informado. Foi realizada entrevista auto-assistida, por meio do REDCap. Resultados: De um total de 75 participantes, o uso de benzodiazepínicos após ser presa, quase dobrou (antes 38,6% das mulheres faziam uso e após ser presa esta taxa passou para 85,2%). Das mulheres que apresentam um escore positivo para estresse pós-traumático, 81,8% fazem uso destes medicamentos, com p = 0,259. Em relação à ansiedades, 81% das mulheres com escore positivo faziam uso de benzodiazepínicos, com p = 0,038. Escores positivos para depressão foram verificados em 90,3% das mulheres que faziam uso destes medicamentos, com p= 0,003. Conclusões: O encarceramento pode causar sofrimento e exigir das mulheres um esforço para lidar com esta situação, aumentando o abalo psíquico. Entender os padrões de uso de BZD nas prisões é importante para pensar medidas que visem racionalizar o uso, aumentar o cuidado e a qualidade de vida nos ambientes prisionais.
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