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Objetivo: Descrever a prevalência de diagnóstico de depressão autorreferido na população adulta brasileira (com 18 anos ou mais). Métodos: Estudo transversal com dados da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) 2013 e 2019. Foram calculadas as prevalências de diagnóstico de depressão autorrelatado de adultos domiciliados no Brasil, por região e UF, e segundo variáveis demográficas, e comparadas às prevalências observadas na PNS 2013. Resultados: Entre 2013 e 2019, houve aumento nas prevalências de diagnóstico de depressão autorreferido, de 7,6% (IC95%: 7,2 – 8,1) para 10,2% (IC95%: 9,9 – 10,6), e de indivíduos com diagnóstico de depressão que receberam atendimento médico nos últimos 12 meses, respectivamente, de 46,4% (IC 95%: 43,75; 49,1) para 52,8% (IC 95%: 50,7; 55,0). Houve um aumento significativo da proporção de indivíduos com diagnóstico de depressão que receberam atendimento médico nos últimos 12 meses, de 46,4% (IC 95%: 43,75 – 49,1) em 2013 para 52,8% (IC 95%: 50,7 – 55,0). Entretanto, houve uma redução da proporção de indivíduos com diagnóstico de depressão que receberam atendimento em unidades básicas de saúde, de 36,1% (IC 95%: 32,6; 40,0) para 29,49% (IC 95%: 27,1; 32,0). Verificaram-se maiores prevalências de depressão entre mulheres (OR: 2,9; IC 95%: 2,6; 3,1), pessoas brancas (OR: 1,5; IC 95%: 1,4; 1,6) e residentes na zona urbana (OR: 1,4; IC 95%: 1,3; 1,5). Conclusão: Houve um aumento na prevalência de diagnóstico autorreferido de depressão. Maiores prevalências foram observadas em mulheres, brancos, com ensino superior e residentes na zona urbana. Consultórios privados foram principal local de busca por atendimento.
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