PREVALÊNCIA DE SINTOMAS DEPRESSIVOS EM IDOSOS DE UNIDADES DE SAÚDE EM RIO BRANCO, ACRE

Vol 2, 2021 - 140683
Pôster Eletrônico - PE09 - Epidemiologia da saúde do idoso (TODOS OS DIAS)
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Resumo

Objetivo: estimar a prevalência de sintomas depressivos e sua associação com variáveis demográficas, socioeconômicas, hábitos de vida e de saúde em idosos assistidos por unidade de saúde (US) da atenção primária em Rio Branco, Acre. Métodos: estudo transversal realizado com idosos cadastrados de duas US de Rio Branco, entre 2016 e 2017. A prevalência de sintomas depressivos foi medida pela versão validada para o português da Geriatric Depression Scale (GDS-15) e as demais variáveis obtidas por instrumento de coleta de dados baseado no questionário validado no estudo EPIFLORIPA. Foram calculadas as razões de prevalência brutas e ajustadas com intervalo de confiança de 95%, por regressão de Poisson com variância robusta. Resultados: a prevalência de sintomas depressivos foi de 74,5%. Os fatores mais fortemente associados foram a percepção de falta de segurança no local de moradia (RP = 1,47; IC95% 1,24-1,75), a renda familiar menor que um salário mínimo (RP = 1,42; IC95% 1,06-1,90), autopercepção da saúde insatisfatória (RP = 1,25; IC95% 1,14-1,37), escolaridade (RP = 1,11; IC95% 1,03-1,20), atividade laboral (RP = 1,22; IC95% 1,07-1,39) e fragilidade (RP = 1,19; IC95% 1,11-1,27) ajustados entre si por sexo e faixa etária, todas estatisticamente significativas. Conclusões: evidenciou-se uma elevada prevalência de sintomas depressivos que se encontra associada à vulnerabilidade socioeconômica e de saúde em que estão imersos os idosos da população estudada.

Eixo Temático
  • Epidemiologia da saúde do idoso