PREVALÊNCIA DE HEPATITE B EM GESTANTES E TRANSMISSÃO VERTICAL NO SUS-ESTADO DE SÃO PAULO

Vol 2, 2021 - 141410
Pôster Eletrônico - PE24 - Epidemiologia das doenças transmissíveis - HIV/aids e outras ISTs (TODOS OS DIAS)
Favoritar este trabalho
Como citar esse trabalho?
Resumo

OBJETIVOS: Estimar a prevalência da hepatite B em gestantes atendidas na Rede de Pré-Natal do Sistema Único de Saúde no Estado de São Paulo, avaliar a realização de imunoprofilaxia e a transmissão vertical e perinatal nas crianças nascidas de mães com diagnóstico de hepatite B. MÉTODOS: Estudo transversal com coleta de dados retrospectivos de registros de saúde de gestantes atendidas de janeiro a junho de 2012 e coorte dos recém-nascidos com investigação na maternidade onde ocorreu o parto e na Unidade Básica de Saúde de seguimento da criança. Os atendimentos de gestantes foram agrupados em seis estratos, segundo a distribuição nas Redes Regionalizadas de Atenção à Saúde. O desenho amostral seguiu o tipo de amostra estratificada com partilha proporcional ao tamanho de cada estrato, sendo sorteadas 8.000 gestantes. RESULTADOS: Da amostra estimada, foram analisadas 6.233 gestantes (77,9%). Cerca de 53,0% tinha entre 20-29 anos, 58,7% de 8-11 anos de estudo, 53,3% eram brancas e 73,9% vivia com companheiro. A prevalência de hepatite B foi 0,13%(IC95% 0,04%-0,21%). Foram observadas oito crianças de mães com hepatite B crônica. Dentre essas, sete receberam a primeira dose da vacina de hepatite B na maternidade. No seguimento, seis tiveram esquema vacinal completo e não houve transmissão vertical e perinatal. CONCLUSÕES: Observou-se baixa prevalência de hepatite B em gestantes. Não houve transmissão parenteral ou vertical. Os achados podem subsidiar a implementação da linha de cuidados das hepatites virais e a atenção ao pré-natal no Sistema Único de Saúde do estado de São Paulo.

Eixo Temático
  • Epidemiologia das doenças transmissíveis