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Objetivo: estimar a associação entre suspeita de depressão e fragilidade entre idosos. Métodos: estudo transversal, realizado com dados da terceira onda do Estudo EpiFloripa Idoso (2017/19) em Florianópolis-SC. A fragilidade foi caracterizada a partir dos seguintes critérios: perda de peso não intencional nos últimos 12 meses, fraqueza, fadiga, lentidão e baixo nível de atividade física (pré-fragilidade – 1 a 2 critérios; fragilidade – 3 ou mais critérios). A presença de sintoma depressivo foi avaliada pela Escala Geriátrica de Depressão (GDS-15) (sim – 6 pontos ou mais; não). Utilizou-se regressão logística multinomial bruta e ajustada (sexo [masculino; feminino], faixa-etária [60-69; 70-79; ≥80 anos], escolaridade [0-8; 9-11; ≥12 anos], renda familiar [≤1 Salário Mínimo (SM); >1 SM e ≤3 SM; >3 SM e ≤10 SM; >10 SM], comprometimento cognitivo [sim; não] e número de morbidades). Resultados: Participaram 1.335 idosos, sendo a maioria mulheres (63,8%). A prevalência de pré-fragilidade foi de 71,7% e de fragilidade, 10,4% nos idosos. A presença de sintomas depressivos foi prevalente em 14,7% da amostra. Na análise ajustada, os idosos com suspeita de depressão em relação aqueles sem a suspeita, a chance de apresentar pré-fragilidade foi de 2,25 vezes (IC95%: 1.17;4.33) maior em relação a não apresentar. Ainda, naqueles com sintomas depressivos a chance de apresentar fragilidade foi 198% maior (IC95%: 1.16;7,71) comparado com quem não apresentou a condição de fragilidade. Conclusão: A suspeita de depressão em idosos está associada à presença de algum grau de fragilidade, seja um quadro de pré-fragilidade ou de fragilidade.
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