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Objetivo: Descrever o perfil epidemiológico e clínico, bem como o tempo entre o diagnóstico e tratamento, de crianças e adolescentes acometidos por tumores do Sistema Nervoso Central (SNC) no Nordeste do Brasil, a partir de informações dos Registros Hospitalares de Câncer. Método: Estudo exploratório, descritivo, utilizando dados secundários de 1.124 registros de neoplasia maligna do SNC em crianças e adolescentes (0-19 anos) que receberam assistência entre 2010 e 2016. Resultados: A idade média foi 8,2 anos (±5,2), predominando o sexo masculino (53,3%), a faixa etária de 5 a 9 anos (31,2%) e pardos (57,2%). O estado com maior frequência de registros foi a Bahia (24,8%). Quanto à origem do encaminhamento, prevaleceu o SUS (73,8%), a oncologia pediátrica como a clínica de tratamento mais utilizada (36,7%) e a histologia do tumor a base mais importante para diagnóstico (75,9%). A quimioterapia isolada foi o primeiro tratamento hospitalar mais administrado (22,4%), predominando a estabilidade clínica como o estado da doença mais observado após essa etapa (22%), seguido do óbito (20,3%). O encéfalo foi o local primário mais acometido (90,8%) e o cérebro o órgão mais afetado (29,1%). O tempo entre diagnóstico e início do tratamento foi maior que 60 dias em 42,5% dos casos. Conclusão: Os tumores do SNC foram mais frequentes em meninos, entre 5 a 9 anos, assistidos na oncologia pediátrica, diagnosticados por meio da histologia do tumor primário, tratados pela quimioterapia e com estabilidade clínica. O atraso no tempo para início do tratamento sugere fragilidades de acesso à assistência oncológica.
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