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Objetivos: Analisar o perfil epidemiológico de indivíduos que cometeram suicídio no Nordeste do Brasil no período de 2008 a 2018. Métodos: Estudo ecológico, utilizando dados secundários do Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (DATASUS). Foram analisados os óbitos que tiveram como causa básica o suicídio (códigos X60-X84 conforme a 10ª Classificação Internacional de Doenças). Para tanto, utilizou-se estatística descritiva e inferencial. Por meio do software TabWin v.4.14® foram calculadas as taxas de mortalidade por suicídio por 100.000 habitantes. Resultados: No período estudado foram registrados 27.101 óbitos por suicídio na região, sendo estes, em sua maioria, indivíduos do sexo masculino (21.541;79,5%), cor parda (19.234;76,8%), solteiros (14.627;59,2%) e com baixa escolaridade, uma vez que cerca de sete em cada dez óbitos possuía sete anos de estudo ou menos (14.549;72,5%). Parcela expressiva possuía faixa etária de 20 a 39 anos (11.931;44,1%). O principal meio utilizado para cometer o ato foi o enforcamento, estrangulamento e sufocação (18.006;66,5%), sendo o domicílio o local de ocorrência mais prevalente (15.926;59,2%). O estado do Piauí apresentou a maior taxa média de mortalidade registrada no período (8,0 óbitos por 100 mil habitantes), seguido do Ceará (6,4 por 100 mil habitantes) e Sergipe (5,5 por 100 mil habitantes). Conclusões: Conclui-se que os indivíduos que cometeram suicídio na região Nordeste eram em sua maioria homens, adultos jovens, solteiros, de baixa escolaridade e utilizaram o enforcamento para praticar o ato. O Piauí possui a maior taxa de mortalidade média do período estudado.
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