Favoritar este trabalho
Como citar esse trabalho?
Resumo

Objetivo: Descrever o perfil epidemiológico dos casos de coqueluche no Ceará. Métodos: Estudo descritivo, retrospectivo, realizado com dados obtidos no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN), extraídos do Banco de dados do Sistema Único de Saúde (DATASUS) abrangendo o ano de 2019 nas cinco Macrorregiões de Saúde do Ceará (Fortaleza, Sobral, Cariri, Sertão Central, Litoral leste / Jaguaribe). As variáveis coletadas foram: casos de coqueluche por Macrorregião, faixa etária, diagnóstico clínico e evolução do caso. A análise de dados foi feita por meio de estatística de frequência e percentual simples. Resultados: Em 2019 houveram 31 (100%) casos no Ceará, com a capital registrando a maioria dos casos (11 - 35%), seguido por Sobral (10 - 32%). A faixa etária mais acometida era menor de um ano (28 - 90%), a clínica foi o principal método diagnóstico (19 - 61%), com prevalência de evolução para cura (28 - 90%). O Ministério da Saúde recomenda o critério laboratorial, por meio da cultura da bactéria Bordetella pertussis ou pelo isolamento por técnica Reação de Cadeia de Polimerase, como o método ideal para a confirmação diagnóstica. Tem-se observado elevado índice de culturas negativas dentre os casos notificados, o que pode estar associado ao uso de antibioticoterapia prévia ou a falhas nas técnicas de coleta, acondicionamento e transporte das amostras. Conclusão: Manter o monitoramento da vigilância epidemiologia para estar sensível a qualquer mudança, promover treinamento dos profissionais e laboratórios possibilitando a confirmação diagnóstica ideal e sustentar a cobertura vacinal acima de 95%.

Eixo Temático
  • Epidemiologia das doenças transmissíveis