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A expansão da população penitenciária e as condições de iniquidade social existentes no ambiente carcerário fez surgir, o Plano Nacional de Saúde no Sistema Penitenciário propondo a redução de agravos à saúde dessa população, dentre esses agravos, podemos citar a tuberculose. O enfermeiro que assiste esta população deve ter uma atenção singular em virtude de sua especificidade e necessidades diferenciadas. As pessoas privadas de liberdade possuem um risco 28 vezes maior de adoecimento por tuberculose em virtude de sua vulnerabilidade. Este estudo objetivou descrever o perfil epidemiológico de pessoas com tuberculose privadas de liberdade. Trata-se de um estudo descritivo, documental, transversal, realizado no mês de abril de 2020. O estudo ocorreu no setor saúde de uma Unidade Penitenciária Masculina no estado do Ceará. A coleta dos dados ocorreu mediante a análise de 22 prontuários. A análise dos dados foi realizada de forma descritiva. Verificou-se predomínio da doença em adultos jovens 18 (81,8%), heterossexuais 22(100%), solteiros 18(81,8%), ocupação de servente de pedreiro 10(45,4%) e alfabetizados 19(86,3%). Com relação aos aspectos clínicos, 100% dos doentes apresentaram tuberculose pulmonar e testagem rápida não reagente para HIV. A baciloscopia foi realizada em 22(100%) dos internos durante os meses de tratamento. Quanto à evolução dos casos, destes, 5(22,7%) receberam alta por cura, 3(13,6%) aguardavam resultado da baciloscopia e os demais 14 (63,7%) encontravam-se ainda em tratamento. Além de contribuir para fomentar planos assistenciais para prevenção e promoção da saúde, a investigação possibilitou conhecer o perfil clínico e epidemiológico da tuberculose na população estudada.
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