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Objetivos: O objetivo deste estudo é analisar os padrões de consumo de almoço de adultos brasileiros e verificar a relação com características socioeconômicas e demográficas. Métodos: Utilizaram-se dados de consumo alimentar do 1° recordatório de 24h de adultos (excluindo grávidas e lactantes) do Inquérito Nacional de Alimentação 2017/2018. Os itens alimentares referidos como consumidos no almoço foram selecionados e agrupados em 25 grupos. Os padrões alimentares foram derivados por análise fatorial, considerando-se a complexidade amostral. Resultados: Apenas 3,37% da população adulta brasileira não declarou ter consumido o almoço. Foram derivados 3 padrões de almoço: o primeiro padrão é característico do almoço tradicional brasileiro, com predomínio de consumo de arroz, feijão e carne não processada; o segundo padrão encontrado é o de saladas, verduras e legumes, com destaque para óleos e gorduras, incluindo o azeite; o terceiro padrão caracteriza-se por um consumo proteico acompanhado de doces e bebidas. Viu-se ainda que o terceiro padrão alimentar teve maior aderência na região Nordeste, também entre os indivíduos das faixas etárias de 19-39 anos, além de ser mais consumido nas menores faixas de renda domiciliar. Já a faixa etária de 40-59 anos e a região Sudeste tiveram maior adesão ao segundo padrão alimentar. Conclusões: O padrão de maior variabilidade da amostra foi o padrão tradicional, que inclui arroz, feijão e carne vermelha, que possui o consumo inversamente proporcional associado a doenças crônicas, como obesidade. Ademais, encontrou-se maior aderência ao segundo padrão nas regiões Sudeste e Sul e predominância do padrão tradicional no Centro-Oeste.
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