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Resumo: Objetivos: - Descrever o perfil de mortalidade das crianças indígenas em território paraense; - Medir associação entre mortalidade infantil, local de ocorrência e a motivação para o óbito. Métodos: Estudo epidemiológico, analítico, com abordagem quantitativa, desenvolvido no estado do Pará, realizado com dados de mortalidade em crianças indígenas, notificados ao Sistema de Informação da Atenção Indígena (SIASI) no período de 2013 a 2018, foram identificados 254 casos de óbito infantil, foi realizada análise descritiva e aplicados testes estatísticos. O DSEI que apresentou maior registro de óbitos foi o Rio Tapajós (n=99, 38,9%), seguido do Kaiapó do Pará (n=74, 29,2%), Altamira (n=43, 17,0%) e Guamá Tocantins (n=38, 14,9%). As maiores prevalências foram registradas no período pós-neonatal (53,5%, n=136), nas etnias Kaiapó (38,2%, n=97) e Munduruku (27,2%, n=69). A principal causa de óbito foram as afecções no período perinatal (27,05%, n=69) seguida das doenças do aparelho respiratório (18,55%, n=48) e das doenças infecciosas e parasitárias (15,45%, n=40). Os óbitos nos estabelecimentos de saúde foram mais predominantes (59%, n=150), entretanto, os registrados nos domicílios (24%, n=61) e em outros locais (17%, n=43) foram bastante expressivos. A mortalidade infantil mostrou-se elevada em áreas indígenas, superior à média nacional, exigindo políticas públicas intersetoriais para seu enfrentamento. Há que se ressaltar as causas principais da mortalidade, decorrentes do padrão de morbidade identificado, passíveis de prevenção por meio de ações de puericultura a serem desenvolvidas no âmbito da atenção básica. Portanto, é um desafio para as equipes de saúde cuja atuação se dá nos territórios das aldeias.
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