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Objetivo: descrever a ocorrência de mortalidade infantil e sua relação com a cobertura de pré-natal no Brasil entre os anos de 2016 e 2018. Métodos: Trata-se de um estudo ecológico realizado a partir dos dados de mortalidade em menores de 1 ano e pré-natal, disponíveis nos Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM) e Sistema de Informação sobre Nascidos Vivos (SINASC), respectivamente. Foram calculadas as taxas de mortalidade infantil (TMI) e as proporções de gestações segundo adequação do pré-natal. Resultados: Observou-se que a região Norte apresentou as maiores TMI, seguida pela Região Nordeste. Quanto à cobertura de consultas de pré-natal, a Região Norte também apresentou as mais altas proporções de pré-natais com apenas 0 a 3 consultas realizadas. Por outro lado, a Região Sul apresenta a menor TMI, juntamente com a maior proporção de mães que realizaram 7 consultas ou mais de pré-natal. Conclusões: Conclui-se que embora haja uma política de incentivo a realização do pré-natal em todo o território nacional, ainda há iniquidades no acesso de gestantes oriundas de diferentes contextos socioeconômicos. Faz-se portanto, necessária uma soma de esforços das autoridades de saúde de todas as esferas de governo para o aperfeiçoamento de políticas que sejam mais inclusivas para um pré-natal de qualidade e humanizado.
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