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Objetivo: mensurar a prevalência de lesão renal em pessoas com aids internados em uma unidade de terapia intensiva. Método: Trata-se de estudo transversal, realizado em um hospital de referência no atendimento em doenças infecciosas em Fortaleza- Ceará. Os dados secundários foram obtidos mediante consulta do prontuário. Foram observados os seguintes critérios de escolha: registro de diagnóstico de aids; ≥ 18 anos, histórico de internação na unidade de terapia intensiva, internação em 2018. Critérios de exclusão: Prontuários inconclusivos/incompletos foram desconsiderados. De acordo com as recomendações Kidney Disease: Improving Global Outcomes foram obtidos os valores da creatinina basal. Para estimativa da taxa de filtração glomerular, utilizou-se a fórmula Chronic Kidney Disease Epidemiology Collaboration devido sua acurácia ser mais efetiva do que quando comparado com as demais existentes. Os dados estão apresentados em frequência absoluta e relativa. A pesquisa está aprovada sob nº 3.308.295. Resultados: De 263 prontuários de pessoas com Aids, foram observados 24 com diagnóstico médico de lesão renal (prevalência de 9,1%), 70% possuíam lesão renal pré-renal e 29% renal. Metade 50% apresentavam taxa de Filtração Glomerular, entre 14 a 29 ml/min/1,73 m², cuja hemodiálise foi estabelecida como terapia dialítica em 42% por 1-5 dias, seguido por 6-10 dias (21%). O acesso utilizado para hemodiálise foi o cateter duplo lúmen (100%) instalado na femoral. As principais complicações ocorridas durante a hemodiálise foram: Hipotensão (71%), Instabilidade hemodinâmica (38%). Conclusão: A prevalência de lesão renal em pessoas com Aids foi de 9,1% em unidade de terapia intensiva.
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