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Objetivos: Avaliar a incidência da Leptospirose na população brasileira e sua evolução no intervalo de 11 anos. Métodos: Estudo descritivo de caráter quantitativo e retrospectivo sobre Leptospirose no Brasil com base em dados secundários do Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (DataSUS). Analisou-se variáveis como região, faixa etária, critérios confirmatórios e evolução da doença no período de 2009 a 2019. Resultados: As regiões Sul e Sudeste têm o maior número de casos de Leptospirose, com pico em 2011 de 1.701 e 1.815 casos respectivamente, destacando-se entre a faixa etária de 20 a 59 anos. Avançando os anos, observou-se uma evolução dos casos de cura e um decréscimo de óbitos: em 2019 ocorreram 2.743 curas para 280 óbitos, decorrência do agravo da doença, evidenciando a evolução do sistema de saneamento básico esperado com o processo de urbanização. Ampliou-se o uso de critérios clínicos-epidemiológicos entre 2009 e 2019, com aumento significativo de 18,84%. Conclusões: A Leptospirose é uma doença infecciosa de caráter epidêmico em períodos chuvosos, que possui risco de letalidade alto apesar de altas taxas de cura. Bastante relevante pela sua incidência, principalmente no Sul e Sudeste, regiões de desenvolvimento alto que ainda possuem áreas precárias de saneamento básico e infestação de roedores, destacando a disparidade social.
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