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Introdução: Um dos desafios do avanço da pandemia de COVID-19 é o seu monitoramento diante da falta de insumos de testagem e heterogeneidade das ações de contenção. A atenção primária em saúde (APS) de Santa Catarina (SC) cobre 87% da população e como forma de realizar vigilância ativa e com baixo custo instituiu um inquérito rápido semanal de síndrome gripal na comunidade (IRSSGC). Objetivo: descrever os resultados do IRSSGC. Metodologia: utilizando no mínimo 30 entrevistas semanais em 7 microáreas de cada região do estado foi estimada a quantidade de pessoas com sintomas gripais autor referidos na comunidade durante o período de 20/07/2020 e 01/01/2021. A representatividade da amostra incluída foi calculada posteriormente à coleta por meio do efeito de desenho (ED) para identificar sua qualidade e distribuição. Resultados: ao longo de 24 semanas a estimativa de pessoas com sintomas gripais em suas residências variou de 8,83% (ED=1,44) na semana 1, e 4,66% (ED=2,88) na semana 24. O declínio dos percentuais estimados semanalmente coincidiu com o de casos de COVID-19, mas a ascensão foi identificada posteriormente ao aumento. Conclusões: o inquérito foi importante para inserir sistematicamente as ações de vigilância na APS, bem como testar a sensibilidade do sistema e a concorrência de sintomáticos respiratórios com o adoecimento por COVID-19. O aumento do percentual identificado posteriormente ao aumento de COVID-19 reduziu a confiança no método adotado, somado ao recesso de final de ano culminou em encerrá-lo. Ressalta-se o ganho pedagógico das equipes de saúde e sua aproximação com a população.
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