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Objetivo: Apresentar evidências científicas com base em revisão sistemática da literatura (PRISMA) sobre o impacto dos spreaders para a COVID-19. Métodos: A busca de artigos foi efetuada nas bases de dados Scielo, Lilacs, Pubmed, Scopus, Bireme e Web Of Science, foi realizada uma busca por literatura cinzenta no Google Scholar. Não houve restrição de localização e idioma e a busca compreendeu o período de janeiro de 2010 a agosto de 2020. Para a seleção dos estudos foi utilizada a combinação baseada no Medical Subject Heading Terms (MeSH). Resultados: Pessoas diagnosticadas com a COVID-19 foram classificadas como “super-spreaders”, podendo os mesmos ter infectado outros indivíduos com maior potencialidade. Conclusão: alguns autores defendem super-spreaders ser qualquer pessoa com um poder de contaminação maior do que o “padrão” (contaminar três pessoas), outros defendem que o super espalhamento só é considerado quando uma pessoa infecta mais que outras 10 pessoas. Testar maciçamente a população em diferentes momentos é fundamental para identificar os sujeitos infectados, mesmo aqueles sem sintomas, pois deste modo, esse individuo poderia ficar em isolamento pelo período de incubação do vírus e evitar que contamine pessoas em seu entorno. Além disso, outra estratégia importante é o rastreamento dos casos ativos, com testagem de todas as pessoas que tiveram contato direto com um indivíduo que testou positivo, por meio de contato com as pessoas positivadas e rastreamento dos locais visitados por essa pessoa no período em que estava contaminado. Sem essas estratégias, os indivíduos assintomáticos e com elevada carga viral tornam-se potenciais “super-espalhadores”.
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