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Objetivos: Medir o impacto autopercebido da saúde bucal na qualidade de vida e os fatores associados em mulheres privadas de liberdade. Métodos: Estudo transversal realizado por meio de inquérito censitário com mulheres privadas de liberdade em uma penitenciária do estado de Minas Gerais. A variável dependente foi o impacto da saúde bucal na qualidade de vida mensurado pelo Oral Health Impact Profile (OHIP-14). Para a análise dos fatores associados foi construído um modelo teórico de determinação com três blocos hierarquizados de variáveis demográficas e socioeconômicas, referentes a saúde da mulher privada de liberdade e referentes ao encarceramento feminino. A análise bivariada dos dados foi realizada por meio do teste não paramétrico Mann-Whitney. Resultados: 99 mulheres participaram do estudo. 58,6% relataram assistência odontológica na penitenciária. 65,6% avaliaram esse serviço como regular e ruim. 33% referiram perdas dentárias após o encarceramento. As maiores prevalências de impacto da saúde bucal foram nos domínio Desconforto psicológico (50,5%) e Dor física (40,4%). O desconforto psicológico foi impactado negativamente pelas variáveis número de consultas odontológicas no último ano e autopercepção de saúde geral; o Dor física, impactado pelas variáveis cor autodeclarada e ansiedade; e Incapacidade psicológica e Desvantagem social associadas à autopercepção de saúde geral. O OHIP-14 total foi influenciado pela variável depressão. Conclusões: O estudo revelou o impacto autopercebido da saúde bucal na qualidade de vida de mulheres privadas de liberdade, apontando para a necessidade de ampliação e qualificação dos serviços de saúde bucal no sistema prisional.
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