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Objetivo: Avaliar a evolução das despesas com alimentação fora do domicílio no Brasil entre 2002 e 2018. Metodologia: Utilizaram-se microdados das Pesquisas de Orçamentos Familiares 2002-03, 2008-09 e 2017-18, conduzidas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para estimar a frequência de aquisição de alimentos para consumo fora de casa, segundo regiões brasileiras, área (urbana e rural), sexo e faixa etária (10-19, 20-59 e 60 anos ou mais) nos três inquéritos. Excluiu-se os indivíduos abaixo de 10 anos de idade, grávidas e nutrizes, totalizando uma amostra final de 182.333, 158.182 e 154.070 indivíduos em 2002-03, 2008-09 e 2017-18, respectivamente. Considerou-se o peso amostral de cada inquérito. Resultados: A frequência de aquisição de alimentos para consumo fora de casa mostrou aumento entre 2002-03 e 2008-09 com uma posterior redução em 2017-18 (35,3%, IC95% 34,5-36,1; 41,2%, IC95% 40,4-42,0, e 32,3%, IC95%:31,7-32,9, respectivamente). Essa variação foi observada entre homens e mulheres e nas três faixas etárias. A área rural não apresentou alterações na frequência de aquisição desses alimentos (28,6, IC95%:27,1-30,1; 30,6%, IC95%:29,0-32,2; 28,1%, IC95%: 26,4-29,7, respectivamente) e somente a região Centro-Oeste mostrou evolução crescente nos três anos (31,1%; IC95% 29,7-32,7; 34,4%; IC95% 32,9-36,0; e 40,5%; IC95% 38,5-42,5). Conclusão: No geral, a frequência de aquisição de alimentos para consumo fora de casa diminui nos últimos 10 anos, após aumento entre os anos de 2002 e 2008. Um estudo detalhado dessas modificações faz-se necessário para compreender os fatores que podem explicar essa evolução.
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