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Resumo

Objetivos: Analisar a influência das orientações dos profissionais atuantes em sala de vacinação na prevenção de eventos adversos pós-vacinação (EAPV). Metodologia: Estudo transversal, realizado na atenção primária à saúde de um município de Minas Gerais, em 2018. A amostra estimada foi de 384 indivíduos que receberem vacinas, excluindo-se aqueles que tiveram evento prévio. Utilizou-se a ficha de notificação e investigação de eventos adversos pós-vacinação para analisar os fatores sociodemográficos, as vacinas aplicadas e orientações, e o teste qui-quadrado para explicar fatores associados ao status de EAPV. Resultados: Foram vacinados 384 pessoas, entre 0 e 83 anos, mediana de 28,5 anos, dos quais 33,1% relataram presença de algum evento, sendo a dor, vermelhidão, edema e febre os mais citados. Na presença do evento, 29,9% procuraram os serviços de saúde e somente 38,5% e 30,5% dos vacinados disseram ter recebido orientações sobre as vacinas administradas e as condutas na ocorrência do EAPV, respectivamente. Quanto ao tempo da ocorrência do EAPV, observou-se que 20,5% ocorreram menos de uma hora após a administração da vacina; 40,2% ocorreram em mais de uma hora; e 39,3% ocorreram em mais de 12 horas. Os fatores associados ao status de EAPV autorrelatado foram: ser crianças menores de um ano (RP=1.2; p=0,000), ter doenças pré-existentes (RP=1.6; p=0,006), ter recebido orientações sobre o EAPV (RP=1.8; p=0,000); ter orientações sobre as condutas na ocorrência do evento (RP=1.7; p=0,000). Conclusões: Realizar triagem adequada, orientar a respeito das vacinas e dos eventos adversos, são medidas preventivas essenciais para fortalecer a vigilância dos EAPV.

Eixo Temático
  • Vigilância epidemiológica e vigilância em saúde