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Objetivo: Este estudo objetivou determinar uma possível associação entre estilo de vida e autoavaliação negativa de saúde em trabalhadores de uma cidade do interior da Bahia. Métodos: Trata-se de um estudo transversal, recorte de um longitudinal, realizado com 1.274 trabalhadores. A autoavaliação de saúde, variável dependente, foi dicotomizada em: “positiva” (muito bom/bom) e “negativa” (regular, ruim e muito ruim). As variáveis explicativas principais foram: coexistência de hábito de vida não saudável e consumo de doce. Resultados: A prevalência de autoavaliação negativa de saúde foi de 35,8% (IC95%: 33,2 – 38,5). Trabalhadores que relataram a coexistência de 3 ou mais hábitos não saudáveis (tabagismo, consumo alcoólico abusivo, inatividade física e sobrepeso/obesidade) e que consumiam doces em 5 ou mais dias por semana apresentaram maior prevalência de autoavaliação negativa de saúde (RP: 1,22; IC95%:1,00-1,49). Conclusão: Nesta pesquisa, ter hábitos e comportamentos inadequados esteve associado com uma autoavaliação negativa de saúde. Estes resultados podem direcionar na elaboração de políticas públicas a fim de melhorar a percepção de saúde entre os trabalhadores, que podem ser elaboradas junto aos gestores. Pois sabe-se que oferecer condições favoráveis em seu ambiente de trabalho pode contribuir com um estilo de vida adequado e adoção de hábitos mais saudáveis.
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