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Objetivo: Avaliar a efetividade e segurança dos medicamentos modificadores do curso da doença (MMCD) biológicos, utilizados no tratamento de Espondilite Anquilosante (EA). Métodos: Coorte retrospectiva e prospectiva, no qual foram acompanhados, por pelo menos 6 meses, os pacientes diagnosticados com EA, com primeira prescrição de MMCD biológicos no SUS em Minas Gerais, a partir de 2018 pela Secretaria Estadual de Saúde do Estado de Minas Gerais (SES MG). Resultados: Foram acompanhados 235 pacientes, dos quais 54% eram do sexo masculino, com idade média de 44 anos. O adalimumabe foi prescrito para 42,5% dos pacientes como primeira linha de tratamento com MMCD biológicos, seguido pelo medicamento golimumabe (24,7%) e infliximabe 16,2%. Dos 235 pacientes, 32 (13,6%) trocaram de MMCD biológico, sendo o principal motivo de troca a falha terapêutica. Acerca destes pacientes, 28,1% fizeram uso do medicamento secuquinumabe como segunda opção terapêutica. Dos pacientes que trocaram de terapia, 7 apresentaram reação adversa e não fizeram uso do medicamento por mais de 6 meses. O medicamento etanercepte foi o medicamento que apresentou maior incidência de falha terapêutica (30%). Nenhum dos pacientes que trocaram de terapia por falha terapêutica atingiram os critérios mínimos de BASDAI. Conclusões: Os dados deste estudo demonstram que o medicamento anti-TNF adalimumabe, foi o medicamento mais prescrito como primeira escolha (42,5%) e o medicamento anti-IL17 secuquinumabe, o medicamento mais prescrito como segunda opção terapêutica (28,1%). Dos pacientes que apresentaram falha terapêutica, nenhum atingiu os critérios mínimos de BASDAI, comprovando o não alcance da meta terapêutica e necessidade de troca.
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