ESPACIALIZAÇÃO DA DENGUE CLÁSSICA E GRAVE NO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO DE 2007 A 2016

Vol 2, 2021 - 141223
Pôster Eletrônico - PE21 - Epidemiologia das doenças transmissíveis - Dengue, Zika, chikungunya e outras arboviroses (TODOS OS DIAS)
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Resumo

Objetivo: Descrever a distribuição espacial da dengue clássica e grave no município do Rio de Janeiro nos períodos 2007-2011 e 2012-2016. Métodos: Estudo ecológico cujas unidades de análise foram as áreas programáticas (APs) do município do Rio de Janeiro. Utilizaram-se dados do Sinan, cedidos pela Secretaria Municipal de Saúde do município. Para verificar a distribuição espacial da dengue foi realizada o mapeamento da taxa de incidência média por APs dos dois períodos de estudo. O software utilizado foi o Quantum Gis. A população utilizada foi estimada por meio do método interpolação e extrapolação linear com correção geométrica. Resultados: No primeiro período de estudo (2007-2011) a dengue clássica esteve distribuída por todo município, no entanto as APs 1.0, 2.2 e 5.3, tiveram as maiores taxas de incidência de dengue clássica. No segundo período de estudo (2012-2017) a dengue clássica se concentrou mais nas APs 1.0, 3.2 e 3.3. A dengue grave também se mostrou distribuída, no primeiro período, por todo município com maior intensidade nas APs 1.0, 3.2, e 3.3 e nas APs 2.2, 3.2, 4.0, 5.1 e 5.2, no segundo período. Conclusões: Durante os dois períodos estudados, é observada a permanência da dengue clássica e expansão da dengue grave nas áreas programáticas, resultante da circulação de diferentes sorotipos e população suscetível. Além disso, este trabalho corrobora com outros que já mostraram a heterogeneidade espacial da doença no município, provocado, em parte, pelas condições socioambientais nos bairros das diferentes APs , fatores que favorecem a manutenção do ciclo da dengue e de outras arboviroses.

Eixo Temático
  • Epidemiologia das doenças transmissíveis