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OBJETIVOS: Descrever o perfil epidemiológico da Doença Meningocócica (DM) na Macrorregião de Saúde Triângulo Sul, Minas Gerais, de 2008 a 2018. MÉTODOS: Estudo descritivo dos casos confirmados de DM por laboratório e/ou vínculo epidemiológico, na Macrorregião de Saúde Triângulo Sul; população do estudo: 790.206 habitantes (IBGE, 07/ 2019). Foram utilizados dados secundários dos bancos SINAN NET/MENINGITE e GAL-MG/IOM/FUNED referentes aos 27 municípios da macrorregião. As variáveis analisadas foram idade, sexo, forma clínica, classificação/evolução dos casos, município/microrregião de residência, confirmação e critério de confirmação diagnóstica. Para processamento dos dados utilizou-se o Software Microsoft Excel® (2010) e para análise medidas de tendência central, frequência e proporção. Aspectos éticos contidos na Lei Geral de Proteção de Dados N° 13709 de 14/8/2018 foram utilizados. RESULTADOS: maior incidência da doença ocorreu entre menores de 1 a 14 anos, maior letalidade entre menores de 1 a 4 anos e entre idosos; a meningite meningocócica foi a forma predominante e o sorogrupo C o mais identificado. A incidência foi de 10,7 casos/100 mil habitantes, sendo maior na microrregião de Frutal/Iturama; a letalidade foi de 16,4%, sendo maior na microrregião de Araxá. Observou-se discrepância dos dados no SINAN NET quando comparados aos do GAL-MG. CONCLUSÕES: Apesar dos avanços no monitoramento e controle da DM como a introdução da vacina contra o meningococo C no calendário vacinal e a descentralização do diagnóstico por biologia molecular para os laboratórios estaduais, a DM continua importante causa de adoecimentos, óbitos e surtos no Brasil e Macrorregião de Saúde Triangulo Sul, Minas Gerais.
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