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Objetivo: Analisar a distribuição espacial dos casos de Criptococose no estado do Pará no período de 2010 a 2019, para definir o cenário epidemiológico. Metodologia: Delineamento observacional descritivo de uma série histórica com análise espaço-temporal dos casos confirmados de Criptococose no Pará, a partir de informações contidas no banco de dados do Sistema de Notificações de Agravos de Doenças (SINAN), fornecidos pela Secretaria de Saúde Pública do Estado do Pará (SESPA). Resultado: Foram confirmados no estado do Pará 343 casos de Meningite Criptocococia, desses 104 casos ( 35% ) em adultos de 20 a 29 anos, sendo mais prevante 61,7% dos casos do sexo masculino, 20% dos casos tem escolaridade em Ensino Fundamental Incompleto, 52,6% tem coinfecção por HIV. Quanto ao quadro clínico, 70 relataram convulsões, 16 sintomas de coma, 33 com sinal de Kerning positivo e 139 outros sintomas. A doença foi notificada em 66 municípios, apresentando maior taxa de incidência na região metropolitana de Belém sendo de 11,8 e no Nordeste Paraense 10,8 por 100.000 mil habitantes, apresentando menores taxas nas demais mesorregiões. Conclusão: A partir da análise espacial dos casos de criptococose no estado do Pará é possível propor ações de prevenção e controle da meningite em áreas de risco, favorecendo o conhecimento do cenário epidemiológico nessas regiões.
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